terça-feira, 8 de março de 2011

Discutir a relação...?

Acordei com um imenso nó na garganta. Toda descrição, toda história, para quem a conta, vem acompanhada de imagens coloridas e tão reais! Os sentimentos vêm à tona de forma tão intensa. Quem dera se eu pudesse capturá-los e esquecer tudo que foi dito posteriormente. Nós vivemos de sonhos. Sem eles, não planejamos, não lutamos, não concretizamos o que é importante a cada um de nós. Sonhar nos faz refletir e a esperança é o alimento para essa concretização. Se um elo se quebra, ficamos confusos. Como diz Mateus e Pepeu, o mal é o que sai da boca do homem. Mas o que sai da boca vem do coração... Caraca, como somos frágeis!!!
A vida para meu Pk era simples objetiva. Discutir relação? kkkk. Coisa de Tio Sam. Ele tem razão. Quanto mais se discute a relação, mais questões aparecem. Quanto mais questões, mais dúvidas. Danou-se...
Nossas brigas começaram bem cedo. Após as discussões, eu sempre levantava a bandeira branca, chegava a seu lado, o abraçava. Não aguento o silêncio, a apatia.
Nessas ocasiões de tempestade, quando eu me aninhava nos braços dele, ele era muito meigo, carinhoso e sempre me dizia que gostava de me ver assim – feliz, calma, sem questionamentos.
Hoje vejo que era um recado objetivo, direto, de que eu não deveria mostrar minha personalidade dominante. Mas como??
Sou muito intuitiva, sentimental, temperamental, descendente de italianos, que gostavam de falar ao mesmo tempo, brigar ferozmente ao mesmo tempo e se amar intensamente 2 minutos depois. Ele por sua vez, convivia com uma realidade completamente diferente, quanto à questão feminina. A submissão e a importância da mulher na proliferação de seu clã eram questões que vinham de seus ancestrais e estavam arraigadas no seu inconsciente.
Filho de indianos muçulmanos que migraram para Karachi após a divisão da Índia (há menos tempo que o nascimento de minha mãe...), apesar do uso do jeans, da camiseta e das letras americanas de música pop na mente, os valores são bem diferentes e as expectativas também.
Portanto, meninas, não se iludam. Berço é berço. Questões essenciais não se mudam, apenas se mascaram se não houver forte disposição para aceitação. Às vezes vejo o Wasu escutando músicas em inglês, que muitas vezes menosprezam e debocham a cultura asiática. Já pensei muito sobre isso, como funciona o filtro dele quanto a tanta liberdade e informação que temos aqui. Com certeza, todos eles assimilam muuuito rápido os prazeres ocidentais, mas usam e ao mesmo tempo julgam e recriminam. São como crianças descobrindo o mundo... experimentam, usufruem, mas escondem dos pais a descoberta. Essa linha tênue entre a cultura do Ocidente e o Oriente já fez muitos se perderem, por falta de limites.
Uma noite estávamos no sofá assistindo a HBO e começou um filme de Van Damme, que eu odeio e ele diz que adorava. O controle remoto da TV quase sempre era dominado por mim e tive que abrir mão um pouco. Todo compenetrado, começou a assistir o filme, sempre comentando comigo o que acontecia. Assistimos 15 minutos de filme e agradeci demais ao bom anjo Van Damme (I love u), quando apareceram os talibãs no deserto e o dito começou a exterminar todo e qualquer mal encarado (no filme, né) afegão que aparecia na telinha. Como sou muito espontânea, não me aguentei de tanto rir, o que causou muito constrangimento nele, pois mostrou seu lado frágil e inexperiente em julgar.
CNN em inglês, welcome again!
Essa inocência e pureza são lindas. Mas confesso que confundi meu coração sentimentalóide, pois atrás de um ser humano descobrindo um novo mundo, havia um mesmo ser humano com bagagem bem determinada de vida. Muita confusão para mim e para ele também.

6 comentários:

  1. Voce parece uma mulher desrespeitosa com a cultura e o Islam.
    O seu senso dominante ? A mim me parece que voce quis mostrar a si mesma que poderia fazer um homem do outro lado do mundo vir pra ca atras de voce.

    Voce o fez de joguete.

    A mulher que ama seu esposo e a Allah ela se submete ao desejo de Allah, sendo companheira, sabendo o seu lugar ao lado de seu marido, respeitando-o, agraciando-o com amor.

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    1. Gostei das palavras ao lado, ao lado não é abaixo.

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    2. Eu gostaria muito de poder me casar com um Paquistanês eu gosto de suas culturas

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  2. Só para vocês terem uma ideia, eu encontrei o perfil dele no face... Agora atende por Wiskoko mark e se diz cozinheiro chefe. Um perfil mentiroso e com mais de 800 mulheres adicionadas. Para quem não está entendendo, eu sou a criatura deste blog e não consigo mais postar aqui, pois quando ele descobriu este blog, entrou pelo meu note e alterou tudo. Até hoje tento recuperar a senha no Google, mas não consigo . Leiam minha postagem acima explicando como consegui me divorciar na mesquita . Novamente alerto : CUIDADO meninas. Se quiserem se comunicar comigo, meu e-mail é mabel.engen@gmail.com

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  3. Eu estava me envolvendo com um Pakistanes. Achei seu blog. Pakistanes nascido em New York. Disse ser moderno. Mas na vi que n tem nada de moderno. Vive para a família. Apenas 23 anos. Preferi cair fora. Depois estava conhecendo um cara, e logo descubro que a família tbm é do Pakistao. Omg! Destino? Coincidência? I dont know!

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